terça-feira, 26 de março de 2013
Acidez
- Muito prazer, Érika. Sim, fiquei viúva aos 37. Não, isto não me define, sou outras coisas também que talvez sejam interessantes de se saber...
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Gaiatice Mineira
Dou-lhe uma bronca pela birra e completo:
- Olha bem a minha cara brava!
E ele, no ato, com cabecinha de lado e sorriso matreiro:
- Fica bava não! Você é muito bunitinha pá isso...
- Olha bem a minha cara brava!
E ele, no ato, com cabecinha de lado e sorriso matreiro:
- Fica bava não! Você é muito bunitinha pá isso...
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
...
... A vida não é feita de reticências, como a minha escrita.
Ela escolhe exclamações berrantes, vírgulas intermináveis, aspas explícitas e implícitas, interrogações sem respostas, asteríscos ilegíveis.
E muitos e muitos pontos finais.
Ela escolhe exclamações berrantes, vírgulas intermináveis, aspas explícitas e implícitas, interrogações sem respostas, asteríscos ilegíveis.
E muitos e muitos pontos finais.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Racionalidades
Algumas vezes quis sim, berrar tão alto quanto meus pulmões pudessem aguentar ou quebrar todos os espelhos que refletissem o que eu queria esquecer.
Fazer aquelas cenas que vemos nas novelas de televisão.
Quis correr tão longe até onde não pudesse voltar, ou fazer escolhas malucas só para me revoltar.
Mas eu só quis... Porque, no fundo, sabia quem ia ter que arrumar a confusão...
Fazer aquelas cenas que vemos nas novelas de televisão.
Quis correr tão longe até onde não pudesse voltar, ou fazer escolhas malucas só para me revoltar.
Mas eu só quis... Porque, no fundo, sabia quem ia ter que arrumar a confusão...
sábado, 19 de novembro de 2011
Compartilhando
Com as vertigens já esquecidas, combinei um intervalo de silêncio com a vida. Um intervalo na rotina que reprisa minhas ausências e cansaços. Um intervalo na saudade que não muda, no meu tocar que escuta sempre os mesmos arrepios. Um poema ao pé do ouvido. Uma pausa sem dor, com cor; uma grafia tatuada no dorso da alma, pouco corrida, sem pressa de ser lida e encontrada. Combinamos uma coisa bonita, qualquer coisa boa e tamanha.
Com as vertigens já esquecidas, quero hidratar aquilo que me habita, me intensifica e me resguarda. Antes do choro, quero uns versos, uns avessos, uns gestos guardando coisas sensíveis. Sofro de progressos, já não cabe tanta demora dentro do meu verbo. (Por Priscila Rôde).
Com as vertigens já esquecidas, quero hidratar aquilo que me habita, me intensifica e me resguarda. Antes do choro, quero uns versos, uns avessos, uns gestos guardando coisas sensíveis. Sofro de progressos, já não cabe tanta demora dentro do meu verbo. (Por Priscila Rôde).
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Registro em branco e preto
Hoje lembrei de uma coisa que queria te contar, filho, mas por garantia achei melhor escrever e não sei ao certo se você vai entender o que eu digo.
Lembrei que seu pai tinha o costume de beijar no rosto os irmãos, o pai dele e alguns amigos mais próximos... era de forma tão natural, tão espontânea, que me comovia, sempre e profundamente, me encantava e me orgulhava.
Neste gesto ele expurgava preconceitos adultos, meu filho, que construimos pela vida e voltava a ser menino, como sempre teríamos que ser.
Lembrei que seu pai tinha o costume de beijar no rosto os irmãos, o pai dele e alguns amigos mais próximos... era de forma tão natural, tão espontânea, que me comovia, sempre e profundamente, me encantava e me orgulhava.
Neste gesto ele expurgava preconceitos adultos, meu filho, que construimos pela vida e voltava a ser menino, como sempre teríamos que ser.
Assinar:
Postagens (Atom)
