Algumas vezes quis sim, berrar tão alto quanto meus pulmões pudessem aguentar ou quebrar todos os espelhos que refletissem o que eu queria esquecer.
Fazer aquelas cenas que vemos nas novelas de televisão.
Quis correr tão longe até onde não pudesse voltar, ou fazer escolhas malucas só para me revoltar.
Mas eu só quis... Porque, no fundo, sabia quem ia ter que arrumar a confusão...
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Compartilhando
Com as vertigens já esquecidas, combinei um intervalo de silêncio com a vida. Um intervalo na rotina que reprisa minhas ausências e cansaços. Um intervalo na saudade que não muda, no meu tocar que escuta sempre os mesmos arrepios. Um poema ao pé do ouvido. Uma pausa sem dor, com cor; uma grafia tatuada no dorso da alma, pouco corrida, sem pressa de ser lida e encontrada. Combinamos uma coisa bonita, qualquer coisa boa e tamanha.
Com as vertigens já esquecidas, quero hidratar aquilo que me habita, me intensifica e me resguarda. Antes do choro, quero uns versos, uns avessos, uns gestos guardando coisas sensíveis. Sofro de progressos, já não cabe tanta demora dentro do meu verbo. (Por Priscila Rôde).
Com as vertigens já esquecidas, quero hidratar aquilo que me habita, me intensifica e me resguarda. Antes do choro, quero uns versos, uns avessos, uns gestos guardando coisas sensíveis. Sofro de progressos, já não cabe tanta demora dentro do meu verbo. (Por Priscila Rôde).
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Registro em branco e preto
Hoje lembrei de uma coisa que queria te contar, filho, mas por garantia achei melhor escrever e não sei ao certo se você vai entender o que eu digo.
Lembrei que seu pai tinha o costume de beijar no rosto os irmãos, o pai dele e alguns amigos mais próximos... era de forma tão natural, tão espontânea, que me comovia, sempre e profundamente, me encantava e me orgulhava.
Neste gesto ele expurgava preconceitos adultos, meu filho, que construimos pela vida e voltava a ser menino, como sempre teríamos que ser.
Lembrei que seu pai tinha o costume de beijar no rosto os irmãos, o pai dele e alguns amigos mais próximos... era de forma tão natural, tão espontânea, que me comovia, sempre e profundamente, me encantava e me orgulhava.
Neste gesto ele expurgava preconceitos adultos, meu filho, que construimos pela vida e voltava a ser menino, como sempre teríamos que ser.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Trabalhos Escolares
Uma folha de papel vermelha dobrada em forma de camisa com a foto dos dois ao centro. Em cima, os dizeres: Papai, estarei sempre contigo!
Esta imagem provavelmente vai me marcar por muito tempo, pois mesmo já sabendo dos trabalhos da escolinha, desmoronei de tal forma que foi difícil me conter ao longo do dia.
Todas as escolas fazem suas atividades para o Dia dos Pais, e como não tenho como parar o mundo ou colocar meu filhote em uma bolha mágica e super protetora, o melhor a fazer é aprender a conviver com estas – e outras - situações o quantos antes e com a maior naturalidade possível.
Hoje, a maioria das escolas declara trabalhar o "Dia da Família", em substituição ao Dia das Mães e o dos Pais, entendendo que as famílias têm composições diferentes, entretanto, a prática não se mostra bem assim. Durante a minha peregrinação na escolha da escola, esta era uma das questões que sempre levantava, e pude perceber que em muitas ou a resposta era evasiva do tipo “na época preocupamos com isso” – ou a escola praticava o que chamei de o “Dia da Família das Mães” e o “Dia da Família dos Pais”, pois na verdade não se diferenciava muito do que me lembro da minha época de criança.
Evidentemente, não tenho a intenção de ignorar a data e seus pequenos festejos, entendo que se o pai do pequeno estivesse vivo eu ia ser a primeira a querer tudo e mais um pouco... mas acho justo não querer submetê-lo aos ensaios repetitivos para uma apresentação em que o pai dele não estará presente.
O trabalho desenvolvido na escola do meu filho foi bem conduzido, com o apoio psicológico devido (acho que mais para a mãe e não para o filho que não precisava...).
O assunto foi tratado como é feito em nossa casa, onde procuro preservar a referência de pai, sem transformá-lo em um herói inatingível, mas sim em uma pessoa de verdade que agora mora apenas em nossos corações.
E assim, dentro deste contexto, ele trabalhou junto com a sua turminha a foto do pai de verdade – sem substituições por tios ou avó – e teve a oportunidade de participar de uma forma mais coerente da alegria de se ter um pai.
Esta imagem provavelmente vai me marcar por muito tempo, pois mesmo já sabendo dos trabalhos da escolinha, desmoronei de tal forma que foi difícil me conter ao longo do dia.
Todas as escolas fazem suas atividades para o Dia dos Pais, e como não tenho como parar o mundo ou colocar meu filhote em uma bolha mágica e super protetora, o melhor a fazer é aprender a conviver com estas – e outras - situações o quantos antes e com a maior naturalidade possível.
Hoje, a maioria das escolas declara trabalhar o "Dia da Família", em substituição ao Dia das Mães e o dos Pais, entendendo que as famílias têm composições diferentes, entretanto, a prática não se mostra bem assim. Durante a minha peregrinação na escolha da escola, esta era uma das questões que sempre levantava, e pude perceber que em muitas ou a resposta era evasiva do tipo “na época preocupamos com isso” – ou a escola praticava o que chamei de o “Dia da Família das Mães” e o “Dia da Família dos Pais”, pois na verdade não se diferenciava muito do que me lembro da minha época de criança.
Evidentemente, não tenho a intenção de ignorar a data e seus pequenos festejos, entendo que se o pai do pequeno estivesse vivo eu ia ser a primeira a querer tudo e mais um pouco... mas acho justo não querer submetê-lo aos ensaios repetitivos para uma apresentação em que o pai dele não estará presente.
O trabalho desenvolvido na escola do meu filho foi bem conduzido, com o apoio psicológico devido (acho que mais para a mãe e não para o filho que não precisava...).
O assunto foi tratado como é feito em nossa casa, onde procuro preservar a referência de pai, sem transformá-lo em um herói inatingível, mas sim em uma pessoa de verdade que agora mora apenas em nossos corações.
E assim, dentro deste contexto, ele trabalhou junto com a sua turminha a foto do pai de verdade – sem substituições por tios ou avó – e teve a oportunidade de participar de uma forma mais coerente da alegria de se ter um pai.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Segundo Seu Matheus...
O padre:
- ... celebremos agora o Evangelho segundo São Mateus.
O pequeno, de forma desesperada:
- Eu não, mãe! Eu não!!!!!
E para arrematar, depois da benção final:
- O tio me "jugo" água... Vai "ficá di catigo"!
- ... celebremos agora o Evangelho segundo São Mateus.
O pequeno, de forma desesperada:
- Eu não, mãe! Eu não!!!!!
E para arrematar, depois da benção final:
- O tio me "jugo" água... Vai "ficá di catigo"!
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Assim?
Eu sou assim. Preciso ser assim, com as feridas expostas, a história contada, o amor vivido, remoído, a dor encarnada e descartada, a busca, o entendimento.
Sou assim. Porque de outo jeito não conseguia me curar, porque de tal maneira transformei tudo em história contada, romântica, de livro e de vida.
E mesmo assim, muitas vezes tenho que me justificar...
Sou assim. Porque de outo jeito não conseguia me curar, porque de tal maneira transformei tudo em história contada, romântica, de livro e de vida.
E mesmo assim, muitas vezes tenho que me justificar...
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