Uma folha de papel vermelha dobrada em forma de camisa com a foto dos dois ao centro. Em cima, os dizeres: Papai, estarei sempre contigo!
Esta imagem provavelmente vai me marcar por muito tempo, pois mesmo já sabendo dos trabalhos da escolinha, desmoronei de tal forma que foi difícil me conter ao longo do dia.
Todas as escolas fazem suas atividades para o Dia dos Pais, e como não tenho como parar o mundo ou colocar meu filhote em uma bolha mágica e super protetora, o melhor a fazer é aprender a conviver com estas – e outras - situações o quantos antes e com a maior naturalidade possível.
Hoje, a maioria das escolas declara trabalhar o "Dia da Família", em substituição ao Dia das Mães e o dos Pais, entendendo que as famílias têm composições diferentes, entretanto, a prática não se mostra bem assim. Durante a minha peregrinação na escolha da escola, esta era uma das questões que sempre levantava, e pude perceber que em muitas ou a resposta era evasiva do tipo “na época preocupamos com isso” – ou a escola praticava o que chamei de o “Dia da Família das Mães” e o “Dia da Família dos Pais”, pois na verdade não se diferenciava muito do que me lembro da minha época de criança.
Evidentemente, não tenho a intenção de ignorar a data e seus pequenos festejos, entendo que se o pai do pequeno estivesse vivo eu ia ser a primeira a querer tudo e mais um pouco... mas acho justo não querer submetê-lo aos ensaios repetitivos para uma apresentação em que o pai dele não estará presente.
O trabalho desenvolvido na escola do meu filho foi bem conduzido, com o apoio psicológico devido (acho que mais para a mãe e não para o filho que não precisava...).
O assunto foi tratado como é feito em nossa casa, onde procuro preservar a referência de pai, sem transformá-lo em um herói inatingível, mas sim em uma pessoa de verdade que agora mora apenas em nossos corações.
E assim, dentro deste contexto, ele trabalhou junto com a sua turminha a foto do pai de verdade – sem substituições por tios ou avó – e teve a oportunidade de participar de uma forma mais coerente da alegria de se ter um pai.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Segundo Seu Matheus...
O padre:
- ... celebremos agora o Evangelho segundo São Mateus.
O pequeno, de forma desesperada:
- Eu não, mãe! Eu não!!!!!
E para arrematar, depois da benção final:
- O tio me "jugo" água... Vai "ficá di catigo"!
- ... celebremos agora o Evangelho segundo São Mateus.
O pequeno, de forma desesperada:
- Eu não, mãe! Eu não!!!!!
E para arrematar, depois da benção final:
- O tio me "jugo" água... Vai "ficá di catigo"!
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Assim?
Eu sou assim. Preciso ser assim, com as feridas expostas, a história contada, o amor vivido, remoído, a dor encarnada e descartada, a busca, o entendimento.
Sou assim. Porque de outo jeito não conseguia me curar, porque de tal maneira transformei tudo em história contada, romântica, de livro e de vida.
E mesmo assim, muitas vezes tenho que me justificar...
Sou assim. Porque de outo jeito não conseguia me curar, porque de tal maneira transformei tudo em história contada, romântica, de livro e de vida.
E mesmo assim, muitas vezes tenho que me justificar...
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Tá de noite?
Chego em casa para almoçar e sou recebida com aquele sorriso largo e boca de quem acabou de almoçar:
- Mamãe chegou?
- Cheguei, filho... Respondo, feliz.
- Já tá de noite?
Coração aperta e penso que ando trabalhando demais....
- Mamãe chegou?
- Cheguei, filho... Respondo, feliz.
- Já tá de noite?
Coração aperta e penso que ando trabalhando demais....
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Descomplicando
E enfim, quis sair correndo, largar tudo e, irresponsavelmente, voltar para casa, para meu antigo quarto, para uma vida mais simples e descomplicada.
Fiquei sonhando em como ia criar meu filho no interior, perto dos avós e de muitos e muitos parentes, com destino certo nos almoços de domingo e companhia nos momentos de aflição.
Ah, ia ser tão bom se eu tivesse coragem de desistir de mim!
Fiquei sonhando em como ia criar meu filho no interior, perto dos avós e de muitos e muitos parentes, com destino certo nos almoços de domingo e companhia nos momentos de aflição.
Ah, ia ser tão bom se eu tivesse coragem de desistir de mim!
terça-feira, 24 de maio de 2011
Sinto muito
Olha só: Eu sei que não foi por mal, mas entenda: às vezes (é, eu sei que não são assim tão poucas como faço parecer), quando não te encontro onde procuro, vou resmungar alguma asneira ácida... Igual quando você não dava notícias no final da tarde - lembra? - e mesmo sabendo que a culpa não era sua, eu reclamava.
Era essa minha urgência em te ver que gritava.
E, sei lá, estas coisas de costume... demoram a passar.
Era essa minha urgência em te ver que gritava.
E, sei lá, estas coisas de costume... demoram a passar.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Dar exemplo dá trabalho
Um cachorro pequeno avançou no meu filho, nada sério.
Deixei ele se afastar de mim uns 25 metros na pracinha e ele parou para ver um cachorrinho, que estava com uma senhora de idade, uma mãe e sua filha, e o bicho simplesmente avançou. As mulheres observaram, inertes, a cena. A única reação foi um comentário da mãe da menina falando para a garota (de nove anos!) que ela deveria ter segurado o cão (?). Tá, não entendi.
Na hora só pensava em levar o pequeno para limpeza da ferida e colo de mãe. Dias depois, liguei para a sensível proprietária solicitando a carteira de vacinação do cachorro, já que por orientação médica era importante eu ter certeza que estava tudo em dia. A educada senhora mandou me dizer que o bicho era vacinado e que eu não tinha nada com isso. Tá, não entendi.
Não entendi também a mulher do meu lado que falou para o garoto de dois anos que ele ia virar um monstro, pois a mãe não o educava direito.
Não entendi uma outra mãe, ao ser abordada por uma garotinha de três anos que lhe pedia um biscoito, ter respondido que era de sua filha e que ela que pedisse para alguém comprar para ela.
Não entendi a mãe que falou para a babá não emprestar o brinquedo para o coleguinha porque era novo.
Assim como não entendo a mãe que prende a saída da escola por que está com pressa, sem se preocupar com os que não conseguem passar.
Todas estas cenas aconteceram sob os olhinhos atentos das crias em formação destas mulheres, e, para meu desgosto, da minha também.
Estas mães estão ensinando o quê, afinal? Não estou entendo.
Não adianta sentarem para discutir boas escolas e bons modos se não se preocupam com o exemplo que estão dando, com suas próprias atitudes em relação ao próximo e isto é tão óbvio!
Dar exemplo dá trabalho, então, mãos à obra!
Ainda bem que tenho em minha volta mães maravilhosas, com suas festas malucas de acampamento no quintal de casa, com pedidos de desculpas choramingados pelos pequenos à professora da escola, com exemplos cotidianos de compartilhar, cuidar e respeitar.
Obrigada por doarem seus tempos com qualidade aos seus filhos e cultivarem valores pessoais. Obrigada à minha mãe por não me ensinar a entender atitudes individualistas. Sem vocês, eu perderia a fé na humanidade.
Deixei ele se afastar de mim uns 25 metros na pracinha e ele parou para ver um cachorrinho, que estava com uma senhora de idade, uma mãe e sua filha, e o bicho simplesmente avançou. As mulheres observaram, inertes, a cena. A única reação foi um comentário da mãe da menina falando para a garota (de nove anos!) que ela deveria ter segurado o cão (?). Tá, não entendi.
Na hora só pensava em levar o pequeno para limpeza da ferida e colo de mãe. Dias depois, liguei para a sensível proprietária solicitando a carteira de vacinação do cachorro, já que por orientação médica era importante eu ter certeza que estava tudo em dia. A educada senhora mandou me dizer que o bicho era vacinado e que eu não tinha nada com isso. Tá, não entendi.
Não entendi também a mulher do meu lado que falou para o garoto de dois anos que ele ia virar um monstro, pois a mãe não o educava direito.
Não entendi uma outra mãe, ao ser abordada por uma garotinha de três anos que lhe pedia um biscoito, ter respondido que era de sua filha e que ela que pedisse para alguém comprar para ela.
Não entendi a mãe que falou para a babá não emprestar o brinquedo para o coleguinha porque era novo.
Assim como não entendo a mãe que prende a saída da escola por que está com pressa, sem se preocupar com os que não conseguem passar.
Todas estas cenas aconteceram sob os olhinhos atentos das crias em formação destas mulheres, e, para meu desgosto, da minha também.
Estas mães estão ensinando o quê, afinal? Não estou entendo.
Não adianta sentarem para discutir boas escolas e bons modos se não se preocupam com o exemplo que estão dando, com suas próprias atitudes em relação ao próximo e isto é tão óbvio!
Dar exemplo dá trabalho, então, mãos à obra!
Ainda bem que tenho em minha volta mães maravilhosas, com suas festas malucas de acampamento no quintal de casa, com pedidos de desculpas choramingados pelos pequenos à professora da escola, com exemplos cotidianos de compartilhar, cuidar e respeitar.
Obrigada por doarem seus tempos com qualidade aos seus filhos e cultivarem valores pessoais. Obrigada à minha mãe por não me ensinar a entender atitudes individualistas. Sem vocês, eu perderia a fé na humanidade.
Assinar:
Postagens (Atom)
