quinta-feira, 21 de julho de 2011

Tá de noite?

Chego em casa para almoçar e sou recebida com aquele sorriso largo e boca de quem acabou de almoçar:

- Mamãe chegou?

- Cheguei, filho... Respondo, feliz.

- Já tá de noite?

Coração aperta e penso que ando trabalhando demais....

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Descomplicando

E enfim, quis sair correndo, largar tudo e, irresponsavelmente, voltar para casa, para meu antigo quarto, para uma vida mais simples e descomplicada.

Fiquei sonhando em como ia criar meu filho no interior, perto dos avós e de muitos e muitos parentes, com destino certo nos almoços de domingo e companhia nos momentos de aflição.

Ah, ia ser tão bom se eu tivesse coragem de desistir de mim!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Sinto muito

Olha só: Eu sei que não foi por mal, mas entenda: às vezes (é, eu sei que não são assim tão poucas como faço parecer), quando não te encontro onde procuro, vou resmungar alguma asneira ácida...  Igual quando você não dava notícias no final da tarde - lembra? - e mesmo sabendo que a culpa não era sua, eu reclamava.

Era essa minha urgência em te ver que gritava.

E, sei lá, estas coisas de costume... demoram a passar.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dar exemplo dá trabalho

Um cachorro pequeno avançou no meu filho, nada sério.

Deixei ele se afastar de mim uns 25 metros na pracinha e ele parou para ver um cachorrinho, que estava com uma senhora de idade, uma mãe e sua filha, e o bicho simplesmente avançou. As mulheres observaram, inertes, a cena. A única reação foi um comentário da mãe da menina falando para a garota (de nove anos!) que ela deveria ter segurado o cão (?). Tá, não entendi.

Na hora só pensava em levar o pequeno para limpeza da ferida e colo de mãe. Dias depois, liguei para a sensível proprietária solicitando a carteira de vacinação do cachorro, já que por orientação médica era importante eu ter certeza que estava tudo em dia. A educada senhora mandou me dizer que o bicho era vacinado e que eu não tinha nada com isso. Tá, não entendi.

Não entendi também a mulher do meu lado que falou para o garoto de dois anos que ele ia virar um monstro, pois a mãe não o educava direito.

Não entendi uma outra mãe, ao ser abordada por uma garotinha de três anos que lhe pedia um biscoito, ter respondido que era de sua filha e que ela que pedisse para alguém comprar para ela.

Não entendi a mãe que falou para a babá não emprestar o brinquedo para o coleguinha porque era novo.

Assim como não entendo a mãe que prende a saída da escola por que está com pressa, sem se preocupar com os que não conseguem passar.

Todas estas cenas aconteceram sob os olhinhos atentos das crias em formação destas mulheres, e, para meu desgosto, da minha também.

Estas mães estão ensinando o quê, afinal? Não estou entendo.

Não adianta sentarem para discutir boas escolas e bons modos se não se preocupam com o exemplo que estão dando, com suas próprias atitudes em relação ao próximo e isto é tão óbvio!

Dar exemplo dá trabalho, então, mãos à obra!

Ainda bem que tenho em minha volta mães maravilhosas, com suas festas malucas de acampamento no quintal de casa, com pedidos de desculpas choramingados pelos pequenos à professora da escola, com exemplos cotidianos de compartilhar, cuidar e respeitar.

Obrigada por doarem seus tempos com qualidade aos seus filhos e cultivarem valores pessoais. Obrigada à minha mãe por não me ensinar a entender atitudes individualistas. Sem vocês, eu perderia a fé na humanidade.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Achados e Perdidos

20/11/06: Querendo sair para almoçar

2:14 eu: Estou aqui, tá?
12:15 Élcio: calma aí
eu: Calmei.
______________________14 minutos

12:29 eu: Tô descalmando... Vai demorar?
12:30 Élcio: tá quase
_______________________10 minutos

12:40 Élcio: tô indo beijo
eu: Beijo totalmente descalmado.
 
                                  E fim...
 
03/10/06: Só para não esquecer
 
18:24 Élcio: oi
eu: Oi...
18:27 Élcio: Tô com saudade
eu: Eu tumem...
                                E fim...
 
 29/09/06: Sobre as fotos no Gtalk
 
16:44 eu: Oi, Mozão.
16:45 Élcio: Oi linda
eu: Gente, o dele tem foto mesmo
eu: rsrsrs.... Que bom que agora posso falar com vc....
Élcio: Só pra vc me ver sua pata ( Em referência a foto da pata no lugar da minha imagem)
eu: Tá bunitu...
                          E fim...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Música boa para rir e chorar

Hoje faríamos 6 anos de casados.

A data que era de comemoração, perdeu um tanto de sua alegria, mas não as boas lembranças que ela traz, o frio na barriga, o gosto de mais.

Virou data boa para rir e para chorar. Como a música que me povoa a mente...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Pãe e Mai

Escuto a palavra “pãe” e não resisto a pesquisar: dizem por aí que é o pai que é mãe ao mesmo tempo.

Engraçado isto de não existir o contrário, algo como “mai”, uma mãe que é pai... (será que ainda a chamamos de mãe solteira?)

Romantismos... Por mais bonitinho que me pareça, por mais bem intencionado, não vejo como possível a substituição, cobrir a ausência do outro ou sua própria importância.

Talvez por ter vindo de uma família assim formada, onde cada um desempenha seu papel - mesmo que às vezes estes estivessem meio invertidos - por ter os dois, pai e mãe, sinto o quanto eles são importantes, a quem recorrer em determinado assunto, o que aprender com cada um deles.

Assusta pensar que carrego comigo todos os “Sims”e “Nãos” de uma criação, as decisões dos caminhos, todos os abraços e beijos, desejos de boa sorte e amor parental, não só pela responsabilidade disto tudo, mas por achar que em dois a gente pode dar mais e a gente quer sempre mais para nossos filhos...

Por outro lado, pode ser que meu pequeno não entenda assim, justamente por não sentir falta do que ele não traz na lembrança e, ao crescer em uma realidade diferente da minha, ele tenha em mim sua “pãe” ou “mai”, com tudo que lhe seja necessário e isto baste.

O melhor, então, é ser somente mãe, como muitas outras.

Que joga bola no meio da sala, que talvez aprenda a soltar pipa ou andar de skate e saiba um pouco sobre futebol e desejos de meninos, como muitas outras mães...

Por que o que interessa mesmo é ser uma boa mãe, e se conseguir isto, ele ficará bem.