Hoje faríamos 6 anos de casados.
A data que era de comemoração, perdeu um tanto de sua alegria, mas não as boas lembranças que ela traz, o frio na barriga, o gosto de mais.
Virou data boa para rir e para chorar. Como a música que me povoa a mente...
quarta-feira, 20 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Pãe e Mai
Escuto a palavra “pãe” e não resisto a pesquisar: dizem por aí que é o pai que é mãe ao mesmo tempo.
Engraçado isto de não existir o contrário, algo como “mai”, uma mãe que é pai... (será que ainda a chamamos de mãe solteira?)
Romantismos... Por mais bonitinho que me pareça, por mais bem intencionado, não vejo como possível a substituição, cobrir a ausência do outro ou sua própria importância.
Talvez por ter vindo de uma família assim formada, onde cada um desempenha seu papel - mesmo que às vezes estes estivessem meio invertidos - por ter os dois, pai e mãe, sinto o quanto eles são importantes, a quem recorrer em determinado assunto, o que aprender com cada um deles.
Assusta pensar que carrego comigo todos os “Sims”e “Nãos” de uma criação, as decisões dos caminhos, todos os abraços e beijos, desejos de boa sorte e amor parental, não só pela responsabilidade disto tudo, mas por achar que em dois a gente pode dar mais e a gente quer sempre mais para nossos filhos...
Por outro lado, pode ser que meu pequeno não entenda assim, justamente por não sentir falta do que ele não traz na lembrança e, ao crescer em uma realidade diferente da minha, ele tenha em mim sua “pãe” ou “mai”, com tudo que lhe seja necessário e isto baste.
O melhor, então, é ser somente mãe, como muitas outras.
Que joga bola no meio da sala, que talvez aprenda a soltar pipa ou andar de skate e saiba um pouco sobre futebol e desejos de meninos, como muitas outras mães...
Por que o que interessa mesmo é ser uma boa mãe, e se conseguir isto, ele ficará bem.
Engraçado isto de não existir o contrário, algo como “mai”, uma mãe que é pai... (será que ainda a chamamos de mãe solteira?)
Romantismos... Por mais bonitinho que me pareça, por mais bem intencionado, não vejo como possível a substituição, cobrir a ausência do outro ou sua própria importância.
Talvez por ter vindo de uma família assim formada, onde cada um desempenha seu papel - mesmo que às vezes estes estivessem meio invertidos - por ter os dois, pai e mãe, sinto o quanto eles são importantes, a quem recorrer em determinado assunto, o que aprender com cada um deles.
Assusta pensar que carrego comigo todos os “Sims”e “Nãos” de uma criação, as decisões dos caminhos, todos os abraços e beijos, desejos de boa sorte e amor parental, não só pela responsabilidade disto tudo, mas por achar que em dois a gente pode dar mais e a gente quer sempre mais para nossos filhos...
Por outro lado, pode ser que meu pequeno não entenda assim, justamente por não sentir falta do que ele não traz na lembrança e, ao crescer em uma realidade diferente da minha, ele tenha em mim sua “pãe” ou “mai”, com tudo que lhe seja necessário e isto baste.
O melhor, então, é ser somente mãe, como muitas outras.
Que joga bola no meio da sala, que talvez aprenda a soltar pipa ou andar de skate e saiba um pouco sobre futebol e desejos de meninos, como muitas outras mães...
Por que o que interessa mesmo é ser uma boa mãe, e se conseguir isto, ele ficará bem.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Tinta Seca
E simplesmente a escrita seca, como se não houvesse nada mais a dizer.
Como um reflexo do que vai por dentro. Não sangra, não grita mais. Seca. Cria casca, cicatriza. Se fecha.
Fica tudo estático, parado, sem brisa nem ventania. A vida seguindo com você ali, ainda no comando, só que no piloto automático.
Executando as tarefas, seguindo, resolvendo.
A felicidade consistindo em amar quem ainda há para amar... o que nunca é pouco, mas também não pode ser tudo, quando olhado de uma forma racional, o que nunca acontece.
Mas o resto, seco. Como a escrita, a tinta e a palavra.
Como um reflexo do que vai por dentro. Não sangra, não grita mais. Seca. Cria casca, cicatriza. Se fecha.
Fica tudo estático, parado, sem brisa nem ventania. A vida seguindo com você ali, ainda no comando, só que no piloto automático.
Executando as tarefas, seguindo, resolvendo.
A felicidade consistindo em amar quem ainda há para amar... o que nunca é pouco, mas também não pode ser tudo, quando olhado de uma forma racional, o que nunca acontece.
Mas o resto, seco. Como a escrita, a tinta e a palavra.
quinta-feira, 3 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
A primeira conversa séria
Vou buscar o pequeno na escola, e para minha total e completa surpresa, sou avisada que o pequeno mordeu um coleguinha.
Chego em casa decidida a ter nossa primeira conversa séria, me passando de relance pela cabeça quais os motivos que podiam levá-lo a isso, sem hesitar, digo:
- Filho, precisamos ter uma conversa séria. Venha comigo.
Ele, sem pestanejar:
- Ixe Maía!
Gargalhadas internas... e a bronca fica mais leve.
Chego em casa decidida a ter nossa primeira conversa séria, me passando de relance pela cabeça quais os motivos que podiam levá-lo a isso, sem hesitar, digo:
- Filho, precisamos ter uma conversa séria. Venha comigo.
Ele, sem pestanejar:
- Ixe Maía!
Gargalhadas internas... e a bronca fica mais leve.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
É isso
A solidão não vem no formato óbvio de não se ter companhia ou no incômodo do quarto vazio.
É na ausência da partilha que ela me surpreende, na trovoada sem abrigo - medo desses de infância - , nas decisões autônomas e não divididas, nas tarefas diárias, nas inexistência das conversas cifradas.
E não há remédio.
Porque minha solidão é feita somente da ausência dele.
E de ninguém mais.
É na ausência da partilha que ela me surpreende, na trovoada sem abrigo - medo desses de infância - , nas decisões autônomas e não divididas, nas tarefas diárias, nas inexistência das conversas cifradas.
E não há remédio.
Porque minha solidão é feita somente da ausência dele.
E de ninguém mais.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Na Escola
Sofri muito estes últimos tempos, na expectativa do primeiro dia de aula do meu filhote.
Imaginava as famílias felizes, com pais e mães - e até alguns avós - todos a levarem seus rebentos para a escolinha, no seu primeiro dia de aula. Imaginei fotos compartilhadas, sorrisos e algazarra.
Pensei nas perguntas que podiam vir e quais as respostas corretas para que não deixassem ninguém constrangido.
Senti a dor por pensar que que não podia chorar, que devia manter-me confiante, sem saber em que pote ou supermercado eu achava uma porção bem grande de um sentimento que me fugiu por estes tempos.
Tudo em vão!
Para meu espanto, cheguei junto a tantas outras mães, apreensivas pela adaptação de seus filhotes, passando desapercebida em meio aquele mar de carinhas e muxoxos, onde só aquelas criaturinhas realmente importavam.
Não havia multidões de famílias felizes e o único choro presente eram o dos pequenos naquele novo mundo. Não houveram apresentações de oi - como vai - conte-me sua vida!
Tudo em vão.
Sofrimento desnecessário este de nos colocarmos a frente de nossas histórias. E o pior é que parece que esta lição nunca está completa.
Claro que ele nos fez falta, mas foi bom ver que a vida está sempre a lhe sorrir!
Imaginava as famílias felizes, com pais e mães - e até alguns avós - todos a levarem seus rebentos para a escolinha, no seu primeiro dia de aula. Imaginei fotos compartilhadas, sorrisos e algazarra.
Pensei nas perguntas que podiam vir e quais as respostas corretas para que não deixassem ninguém constrangido.
Senti a dor por pensar que que não podia chorar, que devia manter-me confiante, sem saber em que pote ou supermercado eu achava uma porção bem grande de um sentimento que me fugiu por estes tempos.
Tudo em vão!
Para meu espanto, cheguei junto a tantas outras mães, apreensivas pela adaptação de seus filhotes, passando desapercebida em meio aquele mar de carinhas e muxoxos, onde só aquelas criaturinhas realmente importavam.
Não havia multidões de famílias felizes e o único choro presente eram o dos pequenos naquele novo mundo. Não houveram apresentações de oi - como vai - conte-me sua vida!
Tudo em vão.
Sofrimento desnecessário este de nos colocarmos a frente de nossas histórias. E o pior é que parece que esta lição nunca está completa.
Claro que ele nos fez falta, mas foi bom ver que a vida está sempre a lhe sorrir!
Assinar:
Postagens (Atom)
