E simplesmente a escrita seca, como se não houvesse nada mais a dizer.
Como um reflexo do que vai por dentro. Não sangra, não grita mais. Seca. Cria casca, cicatriza. Se fecha.
Fica tudo estático, parado, sem brisa nem ventania. A vida seguindo com você ali, ainda no comando, só que no piloto automático.
Executando as tarefas, seguindo, resolvendo.
A felicidade consistindo em amar quem ainda há para amar... o que nunca é pouco, mas também não pode ser tudo, quando olhado de uma forma racional, o que nunca acontece.
Mas o resto, seco. Como a escrita, a tinta e a palavra.
sexta-feira, 25 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
A primeira conversa séria
Vou buscar o pequeno na escola, e para minha total e completa surpresa, sou avisada que o pequeno mordeu um coleguinha.
Chego em casa decidida a ter nossa primeira conversa séria, me passando de relance pela cabeça quais os motivos que podiam levá-lo a isso, sem hesitar, digo:
- Filho, precisamos ter uma conversa séria. Venha comigo.
Ele, sem pestanejar:
- Ixe Maía!
Gargalhadas internas... e a bronca fica mais leve.
Chego em casa decidida a ter nossa primeira conversa séria, me passando de relance pela cabeça quais os motivos que podiam levá-lo a isso, sem hesitar, digo:
- Filho, precisamos ter uma conversa séria. Venha comigo.
Ele, sem pestanejar:
- Ixe Maía!
Gargalhadas internas... e a bronca fica mais leve.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
É isso
A solidão não vem no formato óbvio de não se ter companhia ou no incômodo do quarto vazio.
É na ausência da partilha que ela me surpreende, na trovoada sem abrigo - medo desses de infância - , nas decisões autônomas e não divididas, nas tarefas diárias, nas inexistência das conversas cifradas.
E não há remédio.
Porque minha solidão é feita somente da ausência dele.
E de ninguém mais.
É na ausência da partilha que ela me surpreende, na trovoada sem abrigo - medo desses de infância - , nas decisões autônomas e não divididas, nas tarefas diárias, nas inexistência das conversas cifradas.
E não há remédio.
Porque minha solidão é feita somente da ausência dele.
E de ninguém mais.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Na Escola
Sofri muito estes últimos tempos, na expectativa do primeiro dia de aula do meu filhote.
Imaginava as famílias felizes, com pais e mães - e até alguns avós - todos a levarem seus rebentos para a escolinha, no seu primeiro dia de aula. Imaginei fotos compartilhadas, sorrisos e algazarra.
Pensei nas perguntas que podiam vir e quais as respostas corretas para que não deixassem ninguém constrangido.
Senti a dor por pensar que que não podia chorar, que devia manter-me confiante, sem saber em que pote ou supermercado eu achava uma porção bem grande de um sentimento que me fugiu por estes tempos.
Tudo em vão!
Para meu espanto, cheguei junto a tantas outras mães, apreensivas pela adaptação de seus filhotes, passando desapercebida em meio aquele mar de carinhas e muxoxos, onde só aquelas criaturinhas realmente importavam.
Não havia multidões de famílias felizes e o único choro presente eram o dos pequenos naquele novo mundo. Não houveram apresentações de oi - como vai - conte-me sua vida!
Tudo em vão.
Sofrimento desnecessário este de nos colocarmos a frente de nossas histórias. E o pior é que parece que esta lição nunca está completa.
Claro que ele nos fez falta, mas foi bom ver que a vida está sempre a lhe sorrir!
Imaginava as famílias felizes, com pais e mães - e até alguns avós - todos a levarem seus rebentos para a escolinha, no seu primeiro dia de aula. Imaginei fotos compartilhadas, sorrisos e algazarra.
Pensei nas perguntas que podiam vir e quais as respostas corretas para que não deixassem ninguém constrangido.
Senti a dor por pensar que que não podia chorar, que devia manter-me confiante, sem saber em que pote ou supermercado eu achava uma porção bem grande de um sentimento que me fugiu por estes tempos.
Tudo em vão!
Para meu espanto, cheguei junto a tantas outras mães, apreensivas pela adaptação de seus filhotes, passando desapercebida em meio aquele mar de carinhas e muxoxos, onde só aquelas criaturinhas realmente importavam.
Não havia multidões de famílias felizes e o único choro presente eram o dos pequenos naquele novo mundo. Não houveram apresentações de oi - como vai - conte-me sua vida!
Tudo em vão.
Sofrimento desnecessário este de nos colocarmos a frente de nossas histórias. E o pior é que parece que esta lição nunca está completa.
Claro que ele nos fez falta, mas foi bom ver que a vida está sempre a lhe sorrir!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Um parênteses importante
A vida é uma caixinha de surpresas, dizem por aí... Chavão mais que apropriado para pensarmos nele a cada manhã.
Muitas destas surpresas são boas, nos fazem felizes e podem vir acompanhadas de fitas coloridas e beijos apertados.
Outras são ruins, com o gosto amargo que preferimos no passado.
Todas nos lapidam, nos traduzem, nos reinventam.
Mas somente algumas têm a força de nos trazerem à tona, modificando nossa essência e o nosso cotidiano.
Estas são as que nos fazem pensar no sentido de nossa vida e nos mostram as suas únicas opções: Fugir ou Ficar?
Ficar, foi a resposta escolhida por um casal de amigos ao diagnosticar a filhotinha com uma doença rara.
Passado o susto e tomando pé da situação, estes queridos estão organizando uma ONG para estudos e divulgação de Doenças Raras. Porque eles não fazem por eles apenas, a essência dos dois não permite. Eles escolhem mais.
As Doenças Raras afetam um número limitado de pessoas, menos de uma em cada 2000 pessoas, mas que no entanto, refletem em um número expressivo, de 6% a 8%, da população mundial.
Em muitos casos estas doenças não são diagnosticadas devido à escassez de conhecimento médico e científico.
A necessidade de apoio para a divulgação de informação é muito importante para estes casos, assim como a formação de Políticas que apoiem a causa.
Uso este blog para crescimento pessoal, para expurgar minhas dores.
Hoje abro um parênteses muito mais importante, para falar das Doenças Raras, da necessidade de seu apoio, de escolher mais, e que sempre há algo que possamos fazer...
Ah, por favor, divulgue o Rare Disease Day!
Muitas destas surpresas são boas, nos fazem felizes e podem vir acompanhadas de fitas coloridas e beijos apertados.
Outras são ruins, com o gosto amargo que preferimos no passado.
Todas nos lapidam, nos traduzem, nos reinventam.
Mas somente algumas têm a força de nos trazerem à tona, modificando nossa essência e o nosso cotidiano.
Estas são as que nos fazem pensar no sentido de nossa vida e nos mostram as suas únicas opções: Fugir ou Ficar?
Ficar, foi a resposta escolhida por um casal de amigos ao diagnosticar a filhotinha com uma doença rara.
Passado o susto e tomando pé da situação, estes queridos estão organizando uma ONG para estudos e divulgação de Doenças Raras. Porque eles não fazem por eles apenas, a essência dos dois não permite. Eles escolhem mais.
As Doenças Raras afetam um número limitado de pessoas, menos de uma em cada 2000 pessoas, mas que no entanto, refletem em um número expressivo, de 6% a 8%, da população mundial.
Em muitos casos estas doenças não são diagnosticadas devido à escassez de conhecimento médico e científico.
A necessidade de apoio para a divulgação de informação é muito importante para estes casos, assim como a formação de Políticas que apoiem a causa.
Uso este blog para crescimento pessoal, para expurgar minhas dores.
Hoje abro um parênteses muito mais importante, para falar das Doenças Raras, da necessidade de seu apoio, de escolher mais, e que sempre há algo que possamos fazer...
Ah, por favor, divulgue o Rare Disease Day!
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Dores de Mãe
Ele, algumas vezes, chama meu pai de pai.
Outras, é atrás de meu irmão que ele chama pai.
Já chamou amigos meus de pai. E chamou desconhecidos de pai. Ou, por vezes, simplesmente fica cantarolando baixinho... Pai, pai, papai...
Como que para fazer uso de uma palavra que ele não descobriu onde se encaixa, ele, simplesmente vai experimentando, sob meu olhar calado de quem não pode ajudar.
Outras, é atrás de meu irmão que ele chama pai.
Já chamou amigos meus de pai. E chamou desconhecidos de pai. Ou, por vezes, simplesmente fica cantarolando baixinho... Pai, pai, papai...
Como que para fazer uso de uma palavra que ele não descobriu onde se encaixa, ele, simplesmente vai experimentando, sob meu olhar calado de quem não pode ajudar.
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